quinta-feira, 27 de outubro de 2016

No Pedal para o Trabalho: ação incentiva a mobilidade corporativa em São Paulo

06:42
O que um prédio com 5 mil funcionários pode fazer pela mobilidade urbana de São Paulo? Saiba que ele ou qualquer outro de menor ou maior tamanho pode dar início a uma transformação no trânsito do principal centro financeiro da América do Sul. Pensando nisso, o WRI Brasil Cidades Sustentáveis organizou a ação No Pedal para o Trabalho, em parceria com a CBRE e o Eldorado Business Tower, local onde ocorreu o evento.


Transformar a rotina e os hábitos de uma população pode começar com ações simples. Incentivar as pessoas a escolhas mais sustentáveis no dia a dia ajuda a tornar qualquer cidade mais sustentável. A mobilidade urbana pode ser um dos principais vetores de mudanças nos grandes centros urbanos. Pensar em alternativas mais eficientes para a maneira com que as pessoas se locomovem diariamente precisa ser uma preocupação dos próprios locais de trabalho, um conceito chamado de mobilidade corporativa.

O Eldorado Business Tower é um prédio comercial localizado em um dos principais pontos da capital paulista, na Avenida das Nações Unidas, no bairro Pinheiros. O edifício é ocupado por 27 empresas e tem 1800 vagas de estacionamento para carros. O bicicletário foi recentemente requalificado e, hoje, conta com aproximadamente 40 vagas. Os vestiários tem armários de utilização rotativa e prolongada, suportes para bicicletas, controle de acesso ao local, que proporciona segurança dos objetos deixados no local, e fácil acesso.

No dia 28 do mês de setembro, os funcionários que usaram a bicicleta para ir trabalhar puderam aproveitar uma oficina gratuita de reparos das magrelas, e ainda vagas extras no bicicletário, que foram montadas para o evento. “Minha vida mudou muito quando eu comecei a vir de bicicleta. Antes, de carro, eu demorava 1 hora e 20 minutos para chegar, 1 hora se estivesse com sorte. De bicicleta, eu levo 30 minutos ou 40 minutos, no máximo”, contou Carolina Plata, Analista de Assuntos Regulatórios da Hershey’s Brasil, que trabalha no edifício e pedala ao trabalho há cerca de um ano.



O Analista de Mobilidade Urbana do WRI Brasil Cidades Sustentáveis, Bruno Almeida, participou da ação e conversou com participantes que relataram não pedalar há 1 ano. “Muitas pessoas que participaram do evento de hoje passaram a vir de bike depois da reforma, mas também conversei com um funcionário que não vinha de bike há um ano. Devido ao tempo parado, a bicicleta estava precisando de uns reparos e ele acabou deixando ela de lado. Hoje, com o evento e a oficina de bikes ele aproveitou para fazer reparos na magrela e retomar o velho hábito”, contou Almeida.

A Gestão de Demanda de Viagens (GDV, do inglês Transport Demand Management, TDM) é a prática responsável por racionalizar a maneira com que os funcionários de uma organização de deslocam. Junto a um plano de mobilidade corporativa, a política pode abranger estratégias diversas como a própria promoção do uso da bicicleta, ou ainda incentivo às caronas, aos carros compartilhados, possibilitar ônibus fretados, permitir jornadas flexíveis ou até teletrabalho.

No caso do Eldorado Business Tower, a simples infraestrutura dedicada aos ciclistas foi determinante para a troca modal de Danilo Vivan, gerente de comunicação estratégica da BRAiN – Brasil Investimentos & Negócios: “Trabalhar de bike para mim já é um hábito há mais de 4 anos. No início, eu pedalava apenas uma vez por semana, no dia do meu rodízio. Quando vim trabalhar neste prédio, em 2011, vi que tinha uma estrutura muito boa, muito completa para quem vem trabalhar pedalando e passei a usar a bike com mais frequência”. Vivan pedala ao trabalho há 4 anos, quase todos os dias, de 3 a 4 vezes por semana, 24 km, 12 km na ida e 12 km na volta para a casa.


Para auxiliar no processo de criação de uma política de mobilidade e guiar as organizações, o WRI Brasil Cidades Sustentáveis desenvolveu a publicação Passo a Passo para a Construção de um Plano de Mobilidade Corporativa. O documento traça um roteiro detalhado com os sete principais passos a serem tomados por aquelas empresas que reconhecem a importância do tema e querem tomar iniciativas. As atividades propostas se aplicam a locais de trabalho já consolidados, bem como a organizações novas, realocadas, que estão se expandindo ou à procura de novos locais, independentemente de seu tamanho ou tipo de atividade desenvolvida.

A publicação é fruto das diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), lei que entrou em vigor em 2012, com o intuito de guiar as ações políticas para qualificar a mobilidade urbana em todo o território nacional, dando prioridade para os transportes coletivo e não-motorizado em detrimento ao uso desmedido do veículo particular.

Matéria publicada originalmente no site The CityFix Brasil

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Quanto custam as casas de Harry Potter, Breaking Bad, Simpsons, Friends e outras séries?

10:22
As casas de filmes e séries geralmente são casas reais que são alugadas pelos estúdios durante o período de gravação. Algumas séries, porém, são bem longas, então os estúdios preferem construir ou comprar a casa, e isto pode acontecer também com filmes que possuem várias continuações, como é o caso dos filmes da franquia Harry Potter.

Em setembro de 2016, a casa onde morou Harry Potter nos filmes, localizada em Berkshire, na Inglaterra, foi colocada à venda por 475 mil libras (Aproximadamente R$ 1.838.107,50). Ela conta com todos os quartos mostrados no filme, inclusive o localizado embaixo da escada, onde dormia o bruxo.


Foi levando isso em conta que o site Mortgage Adviser fez um levantamento que aponta quanto custariam algumas das propriedades mais famosas da ficção – como o apartamento de Monica e Chandler no seriado “Friends”, a casa de Homer e Marge Simpson e até a de Tony Montana, de “Scarface”.

Como boa parte delas não existem no mundo real, o preço é somente estimado com base em inúmeros fatores, como avaliações anteriores somadas às correções do índice médio de valorização da região das propriedades.

Confira abaixo algumas dessas propriedades e seus preços (Aproximados):


Um maluco no pedaço – US$ 20 milhões (R$ 63.210.000,00)



“Situada no coração do bairro de Bel Air, a casa de cinco quartos e cinco banheiros possui 594 m². Sua área total é de quase 4.000 m² e conta com piscina e garagem.”
Scarface – US$ 15 milhões (R$ 47.407.500,00)


“Conhecida como Pequeno Paraíso, essa é uma surpreendente mansão de Miami com fontes e jardins no estilo persa. A casa possui 929 m² e possui influências romanas”.

O Grande Gatsby – US$ 100 milhões (R$ 316.050.000,00)



“A mansão no estilo Georgiano possui arquitetura Neoclássica e incríveis comodidades. Com mais de 4.600 m² de área construída fica a apenas 30 minutos da Penn Station, em Manhattan”.

Forrest Gump – US$ 400 mil (R$ 1.264.200,00)



“A popular pousada no Alabama já hospedou Elvis Presley. É uma construção anterior à Guerra Civil dos EUA”.

Friends – US$ 4 milhões (R$ 12.642.000,00)



“O apartamento de dois quartos com espaço aberto fica situado em Greenwich Village, em Nova York. Ele também possui uma varanda privada com vista pra a cidade”.
Breaking Bad – US$ 200 mil (R$ 632.100,00)


“Essa propriedade é perfeita para entusiastas do ‘faça você mesmo’, que gostam de consertar alguns problemas da propriedades, já que existem vários reparos a serem feitos. Ela possui três quartos amplos, garagem e piscina”.

Os Simpsons – US$ 195 mil (R$ 616.297,50)


“Casa com garagem, porão e sótão. Possui grandes janelas e salas de jantar e estar espaçosas, além de quatro quartos, incluindo uma suíte. Vizinhos amigáveis”.

Matéria publicada originalmente no site infomoney.com


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Premiados do concurso – Habitação Coletiva – Samambaia – CODHAB-DF

05:26
Em julho de 2016 foi realizada a abertura do concurso Público nacional de estudo preliminar de arquitetura para unidades habitacionais coletivas, na região administrativa samambaia no DF, que visava selecionar um projeto para construção no terreno de 900 m², mas que poderia ser adaptado para outros 04 (quatro) terrenos, com eventuais ajustes projetuais em função de especificidades topográficas, de insolação, de ventos, etc. Conforme especificado em edital.

As propostas foram avaliadas por uma comissão julgadora e deveriam seguir os critérios, de valorização da acessibilidade e dos espaços públicos, soluções de conforto térmico e eficiência energética, viabilidade técnico-construtiva, economia e eficiência na manutenção, aspectos plásticos e estéticos entre outros.

E em ato público realizado no dia 23 de setembro de 2016, na Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB), em Brasília/DF, e na presença da Coordenação do Concurso, foram anunciados os resultados do Concurso premiando e fazendo menção aos seguintes projetos:

Primeiro lugar:

Participantes: Manoel Izidro Coelho, Antonio Abrão, Andréia Ferrari, Victor Escorsin, Eduardo Cecco, Patrícia Sledz.

Curitiba / PR

Premiação C/contratação: R$ 1.095.234,93 (um milhão noventa e cinco mil duzentos e trinta e quatro reais e noventa e três centavos).


Segundo lugar:

Participantes: Pablo de Caldas Paulse, Felipe Sandri, Huber Teixeira, Isabella Brito.

Goiânia / GO

Premiação: R$ 20.000,00 (vinte mil reais).

Terceiro lugar:

Participantes: Nonato veloso, Ana Carolina Moreth, Isabella Souza, Maria Eduarda Millington, Rodolfo Marques, Ana Orefice, Hermes Romão, Igor Campos.

Brasilia / DF

Premiação: R$ 10.000,00 (dez mil reais)



Parabéns aos ganhadores, pelas ótimas propostas. Assim como em outros concursos tivemos menções horrorosas, vejam quais foram:

Menção honrosa:

Participantes: Felipe Taroh Inoue Sanquetta, Astrid Harumi Bueno, Leonardo Venâncio, Mariana Steiner Gusmão, Marcelo Miotto, Martin Kaufer Goic, João Gabriel Rosa, Fabio Henrique Faria, Emerson Vidgal, Eron Costin.

Curitiba / PR



Menção honrosa:

Participantes: 
REPUBLICA Arquitetura + MARCOZERO Estúdio: Luciano Margotto, Cristina Tosta [REPUBLICA], Davi Eustachio, Pedro Coltro, Thiago Vita [MARCOZERO] | Colaboradores: Rafael Chung, Pedro Santana | Consultoria de Conforto Ambiental: K2 ATL Projetos e Consultoria: Sofia Luri Kubo e Thomas Forster | Consultoria de Estruturas: Kurkdjian & Fruchtengarten: Jorge Zaven Kurkdjian.

São Paulo / SP


Menção honrosa:

Participantes: Celio Diniz Ferreira Filho, Carolina Baltar, Tiago Tardin, Robertson Souza, Daniel Sousa, Raíssa Rocha.

Rio de Janeiro / RJ

Menção honrosa:

Participantes: 0E1+MASA Ana Cristina Castagna, Gabriel Giambastiani, Anna Carolina Manfroi, Mario Guidoux, Martin Pronczuk, Santiago Saettone, Camila Gomez.

Porto Alegre / RS

Menção honrosa:

Participantes: Renato Dal Pian, Paulo Noguer, Luis Taboada, Carolina Fukumoto, Carolina Freire, Lilian Dal Pian, Renato Dal Pian.

São Paulo / SP

Menção honrosa:


Participantes: Fernando Caldeira de Lacerda, Pedro Amin Tavares, Bernardo Richter, Fernando Caldeira de Lacerda, Helena Engelhardt Wenzel de Carvalho , Priscila Milena Vicentim, Guilherme Figueiredo Teixeira Araújo, Maria Isabel Seibel Reis.

Curitiba / PR


Para todos os participantes, nosso parabéns, foram sem duvidas ótimos trabalhos.

Fonte: Portal Codhab 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Preços de imóveis comerciais seguem em queda, diz FipeZap

13:56

O Índice FipeZap Comercial registrou nova queda nos preços do mercado de imóveis comerciais em agosto. Segundo dados divulgados hoje pela entidade, nos últimos 12 meses, os preços de venda e de locação caíram, respectivamente, 3,25% e 10,77%.

Na comparação com o mês de julho de 2016, os preços de venda caíram em média 0,49% e os de locação recuaram 1,01%.

O indicador, que acompanha o preço de venda e locação de salas e conjuntos comerciais de até 200 metros quadrados, mostrou também que, se considerarmos a inflação medida pelo IPCA de 8,97% no período, a queda real de preços atinge 18,12% nos alugueis e 11,22% nas vendas. O índice acompanha os preços nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Entre as quatro cidades avaliadas, o destaque de queda nos preços em agosto ficou novamente com o Rio de Janeiro, onde os preços de vendas caíram 1,33% na comparação mensal e o de locação, 1,41%.

A queda dos aluguéis comerciais supera a dos residenciais, que foi de 5% em 12 meses, segundo a FipeZap. Para os responsáveis pelas pesquisas, porém, os aluguéis residenciais começam a mostrar que chegaram ao fundo do poço e podem começar a se recuperar.

Rio de Janeiro segue como cidade mais cara


No mês de agosto, o valor médio do metro quadrado anunciado das quatro cidades foi de R$ 10.409 para venda e R$ 45 para locação.

Mesmo com as maiores quedas mensais do indicador, o Rio se mantém na liderança das cidades com os maiores valores por metro quadrado, com um preço médio de R$ 11,899 por metro quadrado na venda e R$ 50 na locação.

São Paulo aparece na segunda posição, com valor médio de R$ 10.766 por metro quadrado na venda e R$ 47 na locação.

Porto Alegre aparece na terceira posição da pesquisa de preços para venda, com R$ 8.041 por metro quadrado, contra R$ 7.510 por metro quadrado observados em Belo Horizonte. As duas cidades ficam empatadas como terceiras colocadas no ranking de preços de aluguel.

Porto Alegre e Belo Horizonte registraram R$ 32 por metro quadrado na locação.

O indicador da FipeZap mostra também que São Paulo registra a maior taxa de rentabilidade do aluguel (5,5%). Belo Horizonte aparece em segundo, com rentabilidade de 5,2%, seguida por Rio de Janeiro (5%) e Porto Alegre (4,8%).

Matéria originalmente publicada no site da EXAME.com

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Mercado Imobiliário - Algumas designações

03:57
Em muitos momentos do nosso dia a dia tratamos de conceitos característicos ao mercado imobiliário, no entanto, nem sempre é do conhecimento dos nossos interlocutores algumas das designações usadas, mesmo que apenas sejam do cotidiano e não designações técnicas. Desta forma, acredito ser interessante descrever alguns destas designações usadas, ou todos saberiam dizer o que é “incorporação imobiliária”, o que seria VGV, INCC, IGPM, CUB, “especulação imobiliária” e a tal “bolha imobiliária”.


Relaciono abaixo algumas destas designações retiradas de livros e das nossas pesquisas:
  • VGV – Valor Geral de Vendas é a designação para a somatória dos valores de venda de todas as unidades de um empreendimento imobiliário. Se temos um empreendimento com 24 unidades e estas estão sendo vendidas por R$ 200.000,00 mil cada, temos um empreendimento com o VGV de R$ 4.800.000,00 milhões;
  • CUB – Custo Unitário Básico da Construção, que reflete a variação mensal dos custos de materiais e mão-de-obra, através de metodologia própria estabelecida em norma brasileira editada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Os valores do CUB são importantes para identificação preliminar dos custos das edificações, dos empreendimentos, projetos, normalmente sendo usados no desenvolvimento da viabilidade dos empreendimentos;
  • INCC - Índice Nacional de Custo da Construção, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, com finalidade de apurar a evolução dos custos das construções habitacionais. Normalmente é utilizado no mercado imobiliário para correção dos contratos de compra de imóveis, enquanto a obra está em execução. Assim, as correções nas parcelas das unidades adquiridas na planta, são corrigidas por esse índice;
  • IGPM - Índice Geral de Preços do Mercado é o indicador de movimento dos preços calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas – FGV, e divulgado no final de cada mês de referência. É o índice utilizado no mercado imobiliário para correção nas parcelas após entrega das unidades e usualmente na correção de alugueis;
  • Incorporação Imobiliária – De forma mais simples, poderíamos considerar que seriam as atividades desempenhas para formalizar junto a matricula do imóvel a incorporação de um empreendimento imobiliário a ser vendido totalmente ou parcialmente. Ou ainda, de forma mais técnica é o conjunto de atividades exercidas com a finalidade de construir ou promover a construção de edificações ou conjunto de edificações, bem como a sua comercialização, total ou parcial, compostas de unidades autônomas que, em seu conjunto, formam um condomínio;
  • Especulação imobiliária – Entendo que seria a ação dos proprietários de terrenos em manter suas áreas desocupadas aguardando a valorização de sua circunvizinhança, seja através da melhoria na infraestrutura ou seja pelo próprio crescimento imobiliário na localidade. Ou seja, o especulador imobiliário só desenvolverá algo em sua área quando houver uma consolidação do mercado imobiliário ao seu entorno. Diferente do que alguns acham que seria quanto a desenvolver grandes empreendimentos imobiliários;
  • Bolha imobiliária – Terminologia que passou a ser usada após crise do mercado imobiliário americano. A “bolha imobiliária” seria o ápice do problema de oferta e procura no mercado imobiliário, onde teríamos um crescimento acelerado na oferta de empreendimento sem o acompanhamento da compra destes, além do problema com grande oferta de imóveis, a bolha surgiria da supervalorização dos imóveis, da falta de crédito e da insegurança jurídica do mercado, por exemplo.

O conhecimento de algumas designações servirá para maior entendimento do próprio mercado, seja para a conversa em um estand de vendas, seja para a concretização de um contrato de compra e venda de um imóvel. Sugiro que a busca para o entendimento de outros conceitos seja contínua e diversificada. Aqui pretendemos apenas dar o pontapé inicial.

Matéria publicada originalmente no jornal Cinform no dia 19/10/2015, também disponível no site da IMMOBILE Arquitetura


sábado, 10 de outubro de 2015

Aracaju: Mercado de 77 mil imóveis

08:00
Como consultor e responsável pelo desenvolvimento de muitos empreendimentos no mercado imobiliário, sigo a rotina de sempre buscar informações sobre novidades, tendências e dados que possam somar, e mesmo, multiplicar quando da criação de um novo projeto ou consultoria de nossas empresas. Agora, fiquei surpreso quando dei início a leitura da reportagem publicada sobre o mercado Sergipano na edição n. 170 de setembro da Construção Mercado, pois não sabia que tínhamos uma demanda de 77,4 mil unidades habitacionais, dado esse fornecidos ao jornalista Rodrigo Petry pela Fundação João Pinheiro em parceria com o Ministério das Cidades e outras entidades.


Continuei a leitura e vi que esses dados são de 2012, mas apesar de passados 03 anos, seria possível identificar que não reduzimos pouco essa demanda, e ainda que tal número tem uma representatividade muito grande já que equivale a aproximadamente 12% da população aracajuana, e observe que não faço equivalência da quantidade de pessoas que residiriam nestas unidades. Aprofundando mais este dado, a reportagem nos apresenta que das 77,4 unidades demandadas, aproximadamente 64 mil unidades estariam na linha do Minha Casa Minha Vida e pouco mais 13,4 mil unidades estariam enquadras nos diversos padrões de unidades habitacionais.

Apesar de não esquecer o cenário político e econômico do nosso País, e de forma local, do nosso Estado e Município, acredito plenamente que estes números nos mostram a possibilidade de crescimento contínuo do mercado imobiliário local, mesmo que não tão acelerado como no passado. Tal afirmação alinha-se aos dados da reportagem citada e a fatos mais claros no nosso dia a dia, ou seja, fatos que percebemos na própria evolução da cidade, como a vinda de pessoas de outras localidades do Brasil para morar em Aracaju, e o próprio crescimento da capital sergipana e da sua população.


Após maior envolvimento com os números apresentados na reportagem, e outras pesquisas, todos os envolvidos no mercado imobiliário podem e devem deixar claro que os próximos passos a serem dados é o de identificação deste público demandante das 77 mil unidades. Quem seriam realmente estas pessoas? Quais tipos de empreendimentos desejam, sonham e podem adquirir? Quais as localidades mais desejadas? E acima de tudo, como identificar esse potencial e transformá-lo em resultado para o próprio mercado, para a própria cidade?

Chamo a atenção que tal reportagem deve ser bem analisada e vista pelas entidades públicas, visto que o desenvolvimento urbano aracajuano obrigatoriamente passará pelo crescimento do próprio mercado imobiliário, e a melhor solução da equação entre o crescimento e o mercado será o diálogo entre seus atores, buscando atender e ser atendido.

Enfim, muito ainda deve ser feito para o contínuo crescimento do mercado, e consequentemente, da cidade, não esquecendo dos desafios em projetar com responsabilidade, de forma sustentável para o meio ambiente e com o pensamento no futuro de nossa malha urbana.

Matéria publicada originalmente no jornal Cinform no dia 05/10/2015, também disponível no site da IMMOBILE Arquitetura

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